TAXI no Coliseu do Porto: uma celebração de 45 anos que soube a pouco

TAXI no Coliseu do Porto: uma celebração de 45 anos que soube a pouco

Os TAXI celebraram ontem, no Coliseu do Porto, 45 anos de carreira com um concerto que uniu gerações e transformou a sala numa verdadeira festa portuense. Entre emoções, clássicos intemporais e um público incansável, a banda provou que continua a ser sinónimo de energia, identidade e casa cheia.
Os TAXI celebraram ontem, no Coliseu do Porto, 45 anos de carreira com um concerto que uniu gerações e transformou a sala numa verdadeira festa portuense. Entre emoções, clássicos intemporais e um público incansável, a banda provou que continua a ser sinónimo de energia, identidade e casa cheia.

O Coliseu do Porto recebeu ontem, 14 de novembro de 2025, uma casa cheia para celebrar os 45 anos dos TAXI — e aquilo que poderia ter sido apenas mais um concerto tornou-se numa verdadeira viagem emocional, feita de memórias, energia e um Porto inteiro a cantar em uníssono.

A noite abriu com “Páginas Amarelas”, seguida de “TVWC” e “Cairo”, logo a incendiar o público. Mas foi na quarta música que o concerto atingiu o primeiro grande auge: “Rosete”. João Grande aproveitou o momento para recordar, em tom bem-humorado, que no Coliseu dos Recreios, na semana anterior, a canção “não foi propriamente compreendida”, brincando com o facto de Lisboa só conhecer o mítico “Elefante Branco”.

Pouco depois, surgiu um dos momentos mais bonitos da noite: “Estranho em Mim”, interpretada com o Coro Infantil da Universidade do Porto, que deu uma profundidade inesperada à canção e emocionou boa parte da plateia.

“Sozinho” chegou como homenagem às “mulheres mais bonitas de Portugal, as tripeiras”. O Coliseu acendeu luzes de telemóvel e transformou-se numa constelação que acompanhou a letra do início ao fim, cantada em plenos pulmões pelo público.

Já com “Sing Sing Club”, João Grande regressou com indumentária de disco funk — calças brilhantes e t-shirt preta — arrancando gargalhadas e aplausos. No final da música, fez questão de agradecer a presença do filho, admitindo que este “só veio porque gosta muito do pai, caso contrário…”, deixando o resto subentendido e arrancando mais uma onda de risos.

Antes do momento acústico, os TAXI prestaram uma breve homenagem ao Rei do Rock. Enquanto a banda preparava os instrumentos, João Grande cantou, a capella, um delicado “Love Me Tender”, que mergulhou o Coliseu num silêncio respeitoso.

Seguiu-se então o momento mais calmo da noite: “Última Sessão” em versão acústica com toda a banda, e depois “Dance Dance Dance”, interpretada apenas com Rui Taborda. Dois momentos intimistas que mostraram outra faceta dos TAXI — mais suave, mais crua, igualmente intensa.

A partir daí, o concerto voltou a subir de tom até explodir com “Taxi” e “Vida de Cão”. Mas ainda havia mais para dar. Para o encore, a banda trouxe “Não Mais”, uma inesperada e eletrizante versão de “Song 2” dos Blur, que serviu de rampa direta para “Chiclete”, levando o público ao delírio. Já perto do final, o Coro Infantil da Universidade do Porto regressou ao palco para fechar a noite com chave de ouro: “Cairo”, pela segunda vez, agora com uma carga emocional ainda maior.

Alinhamento Completo

Set principal:
Páginas Amarelas • TVWC • Cairo • Rosete • É-me Igual • Hipertensão • Reality Show • Não Sei Se Sei • Estranho em Mim • Sozinho • Fio da Navalha • 1, 2 Esq, Dir • Sing Sing Club • Meu Manequim • Nunca Mais • Última Sessão • Dance Dance Dance • Antes de Amanhecer • Screaming Love • Às do Flippers • Taxi • Vida de Cão

Encore:
Não Mais • Song 2 • Chiclete • Cairo

À saída do Coliseu, já depois do último acorde, ouviam-se ainda pelas ruas ecos de “Cairo” e “Chiclete”. Perto da meia-noite, e indiferentes à hora de silêncio, os fãs caminhavam pelas ruas do Porto ainda mergulhados no espírito de uma festa que, para muitos, pecou por curta — apesar de mais de duas horas de música.

Galeria completa no

Que pena que os TAXI não façam 45 anos todos os anos. Agora, resta esperar pelo meio século. E, se depender da energia desta noite, essa celebração promete.