Xavier Rudd, Black Eyed Peas … e a Sofia!

O último dia do MEO Marés Vivas teve direito a tudo: música ao sol, melodias ao amor, ex-namorados e ... a Sofia!

Domingo, final do fim de semana e do festival MEO Marés Vivas.

Chegamos mais cedo para poder usufruir do espaço, das condições e dos outros concertos, aqueles que acontecem fora do palco principal. O dia era promissor com grande nomes da música nacional e internacional. Xavier Rudd, Fernando Daniel, The Script e The Black Eyed Peas, partilham o dia com outros artistas, como por exemplo, Irma e a Orquestra Bamba Social. Um misto de culturas e influências musicais no magnífico (antigo) Parque de Campismo da Madalena.

Galeria Completa no

No último dia do Festival MEO Marés Vivas, a artista Irma entregou um concerto arrebatador. Acompanhada por cinco músicos, prometeu uma noite de dança e cumpriu. Com influências angolanas e uma energia contagiante, Irma encantou o público com a sua música vibrante, incluindo uma surpresa especial, ao chamar ao palco o seu “amigo do coração”, Tiago Nacarato. Juntos, emocionaram a plateia com o tema “Vejo-te aqui“. Com um carisma magnético, Irma encerrou a sua performance com uma versão de “La bohème“, em francês, conquistando o público e deixando uma marca inesquecível nesta edição do MEO Marés Vivas.

Galeria Completa no

Xavier Rudd, o talentoso músico australiano, encantou o público com um concerto único e envolvente. Sozinho em palco, rodeado de uma variedade de instrumentos, criou uma atmosfera zen e dedicada à natureza, convidando os espectadores a uma viagem transcendental e a refletir sobre o mundo em que vivemos. A sua música, envolvente, e a presença de um aborígena com pinturas corporais acrescentaram uma dimensão especial ao espetáculo. Transmitem uma poderosa mensagem sobre a importância da preservação ambiental e a necessidade de uma mudança de consciência.

Xavier Rudd demonstrou ser mais do que um músico talentoso; é também um defensor apaixonado do meio ambiente. Toda a sua performance inspirou todos os presentes a apreciar a natureza de uma forma mais profunda e a refletir sobre seu papel na proteção do planeta. Através da música e da expressão artística, Rudd despertou uma conscientização ambiental e estimulou ação positiva para um futuro mais sustentável. Uma prova viva do poder transformador da música e da importância de valorizar e preservar o nosso mundo natural.

Galeria Completa no

O único português do alinhamento do palco principal, Fernando Daniel, trouxe novamente ao MEO Marés Vivas um espetáculo que seguiu o padrão de suas atuações ao vivo. Relembrando sua participação no festival em 2018, desta vez no palco dos grandes, o cantor puxou dos galões e apresentou o seu repertório mais romântico, evocando emoções no público, para não variar.

Durante o concerto, Fernando Daniel desceu do palco, atendendo aos pedidos das mais fervorosas fãs que ansiavam em poder tocá-lo e, até mesmo, ter a oportunidade de tirar uma selfie. Tal gesto gerou grande entusiasmo entre o público, que aproveitou a oportunidade para registar o momento em vídeos que, posteriormente (estamos certos), serão eternizados nas redes sociais. Esta interação mais próxima foi um dos momentos mais marcantes do espetáculo, criando uma ligação única entre o cantor e o seu público.

Galeria Completa no

A ideia da Orquestra Bamba Social abrir as portas de sua “casa” para receber o público de forma calorosa e acolhedora é simplesmente encantadora. Essa abordagem cria um ambiente de convívio próximo e amigável, onde os ritmos brasileiros se tornam o fio condutor para uma experiência verdadeiramente envolvente.

Ao receber os espectadores em sua “casa”, a banda estabelece uma conexão única com o público, permitindo que eles se sintam parte do ambiente e da experiência musical. Essa proximidade sem precedentes elimina qualquer barreira entre os artistas e o público, que se unem em um mesmo nível – o chão, ou seja, em igualdade – criando uma atmosfera especial onde todos se sentem à vontade para curtir a música, dançar e se divertir juntos.

A ideia que passa é que cada membro da banda (quase que) traz um convidado para se juntar à mesa. Um toque pessoal e inclusivo que carateriza esta experiência. Isso pode ser interpretado de várias maneiras: talvez refletindo a diversidade de influências musicais e talentos que cada músico traz para a orquestra, ou até mesmo sugerindo que os músicos veem o público como parte essencial de seu “grupo” durante o evento.

Esta abordagem reforça a essência do samba como uma expressão cultural e social que promove a união e a celebração da vida. O Festival MEO Marés Vivas volta, sem dúvida, a proporcionar uma experiência musical memorável e significativa, com a Orquestra Bamba Social e sua abordagem única e calorosa.

Galeria Completa no

O melhor concerto da noite coube aos irlandeses The Script, não se poupando desde o início, abrindo o espetáculo com um canhão de confettis.

Durante toda a apresentação, o carismático vocalista Danny O’Donoghue não economizou palavras, expressando sua gratidão pela calorosa receção do público e elogiando-o como o mais sonante de toda a digressão. O concerto ganhou um significado especial, uma vez que é(ra) o último da tournee. Uma digressão diferente e com um sabor amargo, pela partida do membro fundador e amigo, Mark Sheehan, em abril do mesmo ano.

O público, animado e fiel, cantou efusivamente todas as letras, mesmo com uma musicalidade bastante diferente em relação às versões de estúdio.

Num momento surpreendente e inesquecível, Danny desafiou a audiência a dedicar “Nothing” à/ao ex-namorada(o), de forma provocatória, mas bem-humorada. O (in)feliz contemplado que atendeu a chamada teve a oportunidade única de falar diretamente com o carismático cantor, para além de ouvir a dedicatória ao vivo.

A cumplicidade entre a banda e os devotos fãs foi evidente ao longo de todo o concerto, mesmo diante dos desafios enfrentados. O clímax chegou com a emocionante interpretação de “Hall of Fame,” deixando o público em êxtase e selando uma noite inesquecível de música e emoções. A banda The Script deixa uma marca indelével no coração de todos os presentes, encerrando a digressão com um espetáculo memorável de energia, paixão e amor pela música.

Galeria Completa no

Os The Black Eyed Peas encerraram, com emoção, o Festival MEO Marés Vivas, apresentando-se em palco de forma simples, acompanhados por uma bateria e uma guitarra elétrica. Com os maiores sucessos da “era Fergie” em destaque, como “Where Is the Love?“, “Shut Up“, “My Humps“, “Don’t Phunk With My Heart” e “Pump It“, o público entregou-se à nostalgia.

Embora a presença de J. Rey Soul tenha sido bem recebida, é inegável que Fergie sempre será a alma dos BEP. O concerto, animado mas abaixo das expectativas, foi salvo pelo momento tocante em que uma fã, Sofia, subiu ao palco para cantar “Where Is the Love?” com a banda, conquistando a todos com sua performance surpreendente. Will.i.am tenta não descompor Sofia que, indiferente à preocupação do Black Eyed Pea, enfrentou o nervosismo e a emoção, através de uma prestação digna de, ela própria, poder ser uma possível substituta para Fergie. Estava encontrado o melhor momento do concerto e salva a prestação um pouco frouxa dos cabeças de cartaz da edição de 2023 do festival MEO Marés Vivas.

Apesar de alguns altos e baixos, o show dos The Black Eyed Peas no Festival Marés Vivas deixou uma marca de nostalgia e emoção, com os fãs celebrando o passado enquanto se encantavam com o presente da banda.

Para o ano haverá mais emoção.

PUB

GOSTOU? PARTILHE...

Partilhe no Facebook
Share on Twitter
Partilhe no Linkdin
Partilhe no Pinterest

deixe um comentário