Joss, the precious Stone

Em noite fria, Joss Stone aquece o Super Bock Arena. Um regresso sempre aguardado, para mais uma "lição de boa música".

A noite, praticamente no início da semana, foi provavelmente a maior inimiga de Joss Stone.

De regresso à cidade invicta, a britânica entra em palco de vestido branco e, tipicamente, descalça. Quem a acompanha, segue-lhe o exemplo e farda igualmente da cor mais pura. Talvez numa analogia à sensibilidade e à personalidade musical que se viverá em palco. Música no seu estado mais … puro!

A simpatia de Joss Stone contagia uma sala tristemente fraca. São poucos os que decidem arriscar e perder (leia-se “ganhar”) duas horas do seu tempo para assistir a um serão único. Ao começarem os primeiros acordes do Medley introdutório, esqueço-me que uma das câmaras deixara de funcionar, obrigando-me a perder algum tempo a alternar entre lentes, com apenas um “corpo” para fotografar. Tudo se resolverá! … ou não!

Como é habitual, tínhamos a indicação de que apenas poderíamos fotografar as três primeiras músicas. Acontece que, ao segundo tema, “Super Duper Love“, a própria Joss Stone convida a plateia a levantar-se, chegar-se à frente e dançar com ela. Todas as regras são quebradas. Perdemos maior parte da mobilidade (em especial eu próprio que necessitava de algum espaço para trocar de lentes) e dificilmente conseguiriam impor-nos o cumprimento das três músicas permitidas para fotografar. Graças a Deus, o pessoal é cumpridor e, findo o período que nos estava adjudicado, reunimo-nos e subimos ao balcão 0 (zero) para assistir a um grande espetáculo.

Fechado o desabafo e o parêntesis, temos de falar do concerto.

Ninguém consegue ficar indiferente à sensualidade de Joss Stone. Uma delicadeza em palco e na própria forma de falar com o público, esconde o poder de uma voz inigualável. Sempre sorridente, com um quase constante contacto (físico) com o público, a artista chega a interromper o concerto para assinar uma camisola de uma fã. Perde-se por entre uma acesa troca de elogios e vai intercalando com momentos de elevada qualidade musical.

Ela é jazz, soul, reggae, R&B, … you name it, she’ll sing it!

Na setlist traz-nos:

  • Show Intro Medley
  • Super Duper Love
  • Fell In Love With a Boy
  • Jet Lag
  • Proper Nice
  • Tell Me ‘Bout It
  • 4&20 Intro Loop
  • 4&20
  • The Love We Had
  • Reggae Medley
  • Look of Love
  • When You’re In Love
  • Rain Song
  • Right To Be Wrong (e o Super Bock Arena quase veio abaixo…)
  • Music
  • Karma

Encore

  • Put Your Hands Medley
  • Some Kind of Wonderful

Canta reggae que não envergonha Bob Marley e “Son of a Preacher Man” que põe Aretha Franklin a dar voltas no caixão (com todo o enorme respeito que temos pela diva da soul).

Um espetáculo completo, onde faltou mais público que, no final, foi quem perdeu por não ter assistido a tremenda atuação que serve como aquecimento para o concerto do dia seguinte (5 de julho) no Festival Jardins do Marquês, em Lisboa.

Para a capital leva na bagagem um sempre caloroso abraço do norte e um coração cheio, tal como o que deixa em cada um dos que estiveram presentes no Super Bock Arena, fruto da indescritível prestação.

Galeria completa também no

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