Rock à Moda do Porto regressa em outubro e vai durar dois dias

Rock à Moda do Porto regressa em outubro e vai durar dois dias

Mão Morta, Pedro Abrunhosa, Clã, Jafumega, Trabalhadores do Comércio e Taxi já estão confirmados. Super Bock Arena acolhe 2.ª edição do novo festival que aposta tudo na música portuguesa feita a Norte.

Fonte: Jornal de Notícias

A Super Bock Arena, no Porto, vai receber a 2.ª edição do festival Rock à Moda do Porto. Dias 20 e 21 de outubro “celebramos a vivacidade das bandas do Porto”, diz a promotora Vibes & Beats.

“Orgulhosos detentores da pronúncia do Norte e um punhado de história de bandas de rock que resistiram ao passar das modas e ainda hoje palpitam no coração de um país inteiro”, este projeto regressa com um cartaz que conta com Mão Morta, Pedro Abrunhosa, Clã, Jafumega, Taxi e Trabalhadores do Comércio. Outros artistas serão ainda anunciados posteriormente.

Clássicos e modernos

Os Clã já estiveram na edição inaugural e apostarão, de novo em “Véspera”, o seu nono álbum, e em êxitos como “Problemas de expressão”, “Sopro do coração” ou “Dançar na corda bamba”. O grupo de Manuela Azevedo é simultaneamente clássico e moderno dentro do pop-rock em português – e que faz dançar.

Falar da história do rock nacional é falar dos Jafumega – a banda foi fundada no Porto em 1978. Em plena fase de ascensão do rock português, os Jafumega conquistaram a nação com “Ribeira”, lançando depois os temas “Latin”America”, “Kasbah” e “Nó cego”. Passados 45 anos voltam a andar em digressão.

A celebrar em 2024 os seus 40 anos, a banda bracarense Mão Morta, do carismático Adolfo Luxúria Canibal, não para de ver crescer a sua legião de fãs – eram, já em 84 aquilo que são hoje: um grupo de culto. E colhem rasgados elogios de personalidades tão diversas como Nick Cave, Swans ou os Dead Kennedys.

Com uma discografia de 15 álbuns de originais, os Mão Morta sabem como poucos aliar música e literatura, a que se juntam as performances explosivas de Adolfo Luxúria Canibal.

O desafio de Abrunhosa

A promotora Vibes & Beats lançou um desafio singular a Pedro Abrunhosa: “Fazer um repertório onde o rock é rei”. O cantor, que é um ícone portuense, aceitou-o. E continua a levar a sua música, caracterizada por uma escrita forte e uma voz de timbre peculiar, aos quatro cantos do mundo. Abrunhosa atuará secundado pelo grupo Comité Caviar, criado já em 2010.

Os Taxi nasceram também no Porto, em 1979, absorvendo a influências pós-punk, new wave e ska. Inicialmente, compunham e interpretavam temas originais cantados em inglês. Essa situação mudou quando, em 1981, foram descobertos pela então poderosa editora Polygram, que os convidou a gravar um álbum, com a condição de ser cantado em português.

Os Taxi voltaram recentemente ao estúdio e lançaram novos temas, que irão acompanhar com melhores êxitos como “Chiclete”, “Vida de cão” ou “Cairo”.

Trabalhadores de volta

Depois do interregno distópico sofrido na pandemia do coronavírus, os Trabalhadores do Comércio, que existem desde 1980, concluíram que já era altura de voltar a contagiar o povo com o seu bom humor e irreverência, da maneira que melhor sabem e conseguem fazer: com novo rock.
Para ir “adoçando os queixos ao pobo”, como cantam, e para cumprir o prometido, os autores de “Iblussom” lançaram a 1 de maio um primeiro single e comprometem-se a editar novo álbum antes do final de 2023.