(The) Mission Accomplished

Três anos depois de anunciado o concerto, os The Mission enchem o HardClub Porto para uma noite de 30 anos de música.

A noite começa cedo. O concerto está marcado para as 21:00 horas, mas uma hora antes já se fazia sentir a vontade de reviver a boa música. O Hard Club tinha fila à porta e, na altura em que me preparava para entrar, reparo que há uma grande confusão instalada.

Com a sucessiva alteração de datas, fruto das condicionantes provenientes de uma pandemia, os bilhetes iam sendo válidos de uns dias para outros. Assim, muitos eram os fãs que, com os bilhetes originais (de 2020) pretendiam entrar. O sistema informático dizia que aqueles ingressos serviriam apenas para o dia seguinte (dia 29). Contudo, a extraordinária colaboração entre a organização do espetáculo e os próprios fãs, impediu que a confusão se transformasse em problema. Apenas levou mais tempo para que todos entrassem.

Lá dentro, poucos minutos depois da hora anunciada, os We Know a Place aqueciam o público para uma noite que se previa promissora. Uma sonoridade forte, em linha com da a banda inglesa The Mission. A casa ia enchendo e, pouco a pouco, os lugares vazios iam desaparecendo.

Eram 22:00h quando Wayne Hussey, Craig Adams, Simon Hinkler e Adam Baum subiram ao palco. A noite “acabava” de começar. Todos os olhos estavam postos naquele palco e a vontade era partilhada por todos. Três anos depois do anunciado, uma das melhores bandas dark/góticas do mundo está perante os nossos olhos e a nossa presença. Venha de lá esse som!

De poucas falas, Wyane Hussey dá os primeiros acordes de Pale. Serpents Kiss, Over the Hills e Fearfull vêm no alinhamento. Like a Hurricane, Grip a Disease e Stay With Me preparam a sala para Like a Child.

Entre uma música e a outra, perguntava se o público estava agradado pela presença, enquanto dava mais um gole na garrafa de vinho que trouxe do jantar… “Em tempos tive aqui (no Porto) uma namorada” – dizia – “Adoro esta cidade! se algum dia resolver vir morar para Portugal, será para o Porto“. Todos gostamos de ouvir estas coisas. O público jubila e dá tempo para mais um gole.

Seguem-se Grotesque, Butterfly e Wasteland para terminar com Belliverence. Dance on Glass, Heat e Hungry as the Hunter completam o primeiro encore, enquanto Tower encerra definitivamente uma noite inesquecível.

Pena que tenhamos de ter esperado 3 longos anos para assistir a este grande concerto. Contudo, ninguém deu o tempo como perdido nem o dinheiro como mal empregue. Hoje, dia 29, espera-se uma noite igualmente fantástica!

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