SAMUEL ÚRIA – INÍCIO DE 2021 “NA ESTRADA”

SAMUEL ÚRIA – INÍCIO DE 2021 “NA ESTRADA”

"CANÇÕES DO PÓS-GUERRA" É UM DOS DISCOS DO ANO

Final de 2020 a chegar e os tradicionais balanços dos “melhores do ano” vão sendo destaque nos diversos meios dedicados à cultura, em geral, e à música, em particular, e “Canções do Pós-Guerra”, o mais recente disco de Samuel Úria, figura na generalidade das listas.

Mas chegados ao fim de um ano marcado pela “contenção” (e não se leia aqui uma referência a um dos temas que se destacaram no disco), a notícia é mesmo a de que Janeiro de 2021 terá Samuel Úria “na estrada” a espalhar um pouco por todo o país, a sua singularidade criativa.

Os palcos do Teatro Virgínia, em Torres Novas; do Teatro Municipal da Guarda; e do Cine-Teatro João Mota, em Sesimbra, irão receber o trovador das patilhas” para concertos de apresentação do aclamado disco, respectivamente a 9, 14 e 23 de Janeiro.

Mas voltemos ao disco e aos “melhores do ano” – “Canções do Pós-Guerra”, foi o título que Samuel Úria escolheu para o seu mais recente trabalho. Premonitório? Talvez… dizem que a arte tem essa capacidade, esse recurso de preceder os acontecimentos. Neste caso, esta “guerra” será, como sempre, interior e espiritual. Uma vez mais, Samuel Úria obrigou-nos a olhar para dentro. Não num exercício egocêntrico mas antes como parte de um caminho de necessária partilha.
 
Efectivamente, o repertório deste disco foi composto e gravado em período pré pandemia. Aliás, o disco teve data de edição coincidente com o confinamento e só a impossibilidade de ter a atenção do público, levou ao seu adiamento. E por muito que se apregoe que este “Canções do Pós-Guerra” é o disco mais confessional de Samuel Úria, tal como em registos anteriores, ou ainda mais, as suas composições confrontam-nos connosco próprios, algo que só as “canções eternas” tem a capacidade de provocar.

E se aquando da sua edição em Setembro passado, “Canções do Pós-Guerra” tenha recebido o merecido destaque, chegados a Dezembro torna-se obrigatória a sua inclusão na história de 2020.

O trabalho, que contou com produção de Miguel Ferreira, reforçou o papel de Samuel Úria na música produzida em Portugal, seja como intérprete ou na qualidade de criador. Aliás, a sua veia autoral tem-no levado a compor para outros artistas, destacando-se as colaborações com os Clã, com duas letras para “Véspera”, ou na colaboração com Sérgio Godinho e Nuno Rafael no tema “O Novo Normal”.