MEO Marés Vivas ’18

A Antiga Seca do Bacalhau, em Vila Nova de Gaia, foi o local escolhido para substituir a Praia do Cabedelo na realização da XXª edição do MEO Marés Vivas.

O cartaz é diverso e conta com nomes sonantes do panorama mundial. Há gostos para todos e a diversidade de palcos cobre uma maior gama de “clientes”. São 3 dias de música non-stop!

A primeira atuação coube a Fernando Daniel, uma revelação no meio mais juvenil que, em nada, desiludiu. Fernando Daniel apresentou-se desinibido e com uma enorme vontade de conquistar o público.

O desafio estava lançado e Fernando Daniel tinha vontade de marcar o seu nome na primeira edição do MEO Marés Vivas, desde que conquistou uma nova casa.

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A segunda atuação do (primeiro) dia, e a primeira no palco principal, coube ao líder dos portuenses Ornatos Violeta. Manel Cruz apresentou-se a solo e desde logo captou a atenção do público.

Pede-se ao DJ que ponha a música mais baixo, ou teremos de tocar por cima!” foi o suficiente para aquecer o ambiente. O resto, para quem conhece Manel Cruz, é escusado dizer…

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Quem nunca viu “A Cidade dos Anjos“? Quem nunca delirou ao som de Iris? A música que eternizou os The Goo Goo Dolls foi a escolhida para encerrar o concerto, mas já lá vamos!

Fãs não lhes faltam! Pais e filhos vão cantando em conjunto temas como “Big Machine”, “So Alive” ou até mesmo “Stay With You“, música dedicada à sua mulher, que foi escrito num dia em que … bebeu muito (citando).

O tempo vai passando e todos esperam o verdadeiro hit que os catapultou para o estrelato. “Íris” é cantado por todo o MEO Marés Vivas, em tom de despedida.

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Chegou o momento mais aguardado da noite, os bitânicos Jamiroquai. JK enverga o tradicional adereço, qual Estátua da Liberdade. Com uma silhueta bem mais “cheia” do que o habitual, previa-se pouco solto de movimentos, mas a indumentária desportiva fazia crer que talvez pudesse dar o seu habitual show de dança.

O groove aumenta e o pé solta-se. Enquanto canta os hits mais conhecidos do seu repertório, como “Cosmic Girl”, “Canned Heat“, ou “Little L” o público delira com a (menor, mas ainda existente) agilidade.

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Um segundo dia completamente lotado, assim se resumo a noite de sábado no MEO Marés Vivas

Filha do youtube, Carolina Deslandes encontrou na Internet uma forma de se mostrar ao mundo. Fruto do que as novas tecnologias podem fazer pela música, veio ao MEO Marés Vivas mostrar a qualidade do seu produto.

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Black Mamba é Black Mamba e ponto. Nada mais há a dizer! Basta que entrem em palco para que seja entretenimento puro. A “dance eletrónica” é contagiante e a presença em palco é meia festa. Insistentemente agradecido pela presença massiva do público neste segundo dia de festival, relembrou outras passagens ainda, na “Praia do Cabedelo”.

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Depois dos Black Mamba, vem mesmo a calhar uma atuação mais calma. Não pela vontade dos intervenientes que fazem as delícias do público, mas pelo repertório e pelo registo mais tranquilo.

Os ex 21 Demands, de Stefan Garrigan e companhia, apresentam o melhor do indie irlandês. Repletos de instrumentos típicos da região e com um sem fim de hits musicais, alegram desde os mais jovens que ainda por aqui marcam presença, como os seus pais, ou parentes (um pouco) mais velhos.

Entoa-se “High Hopes”, “All I Want” e “Love Like This” entre outras. O segundo dia do MEO Marés Vivas está prestes a terminar e reforça-se a ideia de que este festival jamais deve passar ao lado das agendas dos festivaleiros.

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David Guetta é um campeonato à parte. Mesmo para quem não é adepto desta modalidade musical, tem de lhe reconhecer o respetivo mérito. O “one man show” demorou a subir ao palco, mas assim que acabaram de afinar os complicadíssimos sistemas de luzes e lasers, fez-se luz. …quer dizer, apagou-se a luz!

O barulho ensurdecedor fazia prever que o francês estaria prestes a subir à gigantesta estrutura instalada em cima do palco. Quase nem se via, mas também o importante é o espetáculo, certo?

Música após música, hit após hit, as referências eram sempre conhecidas do público. Cramberries, Kill Bill, Pharrell Williams, … é só escolher! Cada Kb descarregado dava mote a mais um salto, mais um grito, mais uma vibração.

Para acompanhar a grandiosidade e a loucura causada pelo DJ francês tínhamos o espetáculo pirotécnico. S. João, S. Pedro, Sto. António… A antiga Seca do Bacalhau mais parecia uma festa popular!

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O terceiro dia do MEO Marés Vivas traz ao palco MEO LP. A nova iorquina traz na bagagem uma enorme vontade de se apresentar ao público nacional mais distraído.

Com uma postura tímida, traz na voz um grande trunfo. Por detrás de um par de óculos redondos espelhados, solta-se assim que enverga a sua viola acústica amplificada.

37 anos de puro talento, escondidos num anonimato incompreensível. Com certeza que os mais atentos conhecerão “Lost In You”, “When We’re Hih“ou “Other People” que não deixaram de marcar presença neste novo espaço, repleto de beleza natural.

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Esqueçam tudo o que já aqui foi dito e tudo o que ouvira e leram sobre o MEO Marés Vivas 2018. Está escolhida a figura do festival, Joss Stone é o nome a reter. Não só pela figura, mas pela simpatia e qualidade enquanto cantora (músico).

Descalça, como é hábito, envergando o seu típico sorriso, esteve (pegando nas palavra de Carolina Deslandes) em casa. Todos nos sentimos acolhidos, acarinhados e confortados por Joss Stone.

O soul britânico de Jocelyn Stone é contagiante e faz qualquer um ter desejado chegar mais cedo para guardar lugar na primeira fila. Foi o único artista que se dirigiu à plateia e que trocou “mimos” com os fãs pela segunda vez, depois de LP ter tido a mesma atitude para com os presentes.

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A terceira atuação feminina da noite estava reservada para Rita Ora. Contrariando o próprio nome, acabou por chegar atrasada dando mote à piada fácil “Oh Rita, olha a (h)Ora!” Algo que não jogou muito a favor da cantor.

Mas tudo acabou por ser esquecido assim que a “Britânica do Kosovo” ter pisado o palco. Com um grandioso espetáculo de luz e cor, Rita Ora convence os milhares de fãs que se amontoam junto ao gradeamento.

Cantou, encantou e pôs a cantar. Desceu para junto dos seus maiores fãs onde partilhou alguns momentos que serão certamente inesquecíveis. Por falar nisso, o momento da noite foi protagonizado por um jovem da Maia. Pedro Leitão, não só teve a oportunidade de falar diretamente com Rita Ora, como pegou no microfone e cantou para ela.

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A noite foi longa e os D.A.M.A. tiveram de puxar pelos galões, dois anos depois da última vez que pisaram o palco do MEO Marés Vivas. 2 anos dá para muita coisa, incluindo o lançamento de um novo disco “Lado a Lado”.

A única banda masculina a aturar no palco principal da 12ª edição do festival MEO Marés Vivas que, segundo a própria organização, atingiu um patamar de projeção internacional que não dá para ignorar. Este ano foi um ano de experiência com um novo recinto, 4 vezes maior que o do ano anterior, e nem por isso se sentiu diminuição na afluência, antes pelo contrário.

Os D.A.M.A. puderam comprovar essa diferença de público. Em 2016 atearam ainda no Cabedelo (como chamavam ao local que acolhia o festival, embora o verdadeiro Cabedelo seja onde se instalaram os palcos nesta edição de 2018). Foram grandes, deram calor e carinho, principalmente ao público mais jovem.

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